caminhos construídos na Jornada de Comunicação Popular e no Circuito Proteja Trilhas para Futuros é um registro vivo de uma caminhada construída junto a movimentos e organizações sociais que atuam na luta por terra e território. Nessa publicação reunimos parte do percurso que trilhamos entre 2023 e 2025, conectando experiências que fortalecem a comunicação popular, a cultura e o clima como dimensões de uma mesma prática política. Esses caminhos se articulam na organização coletiva das lutas, na afirmação dos modos de vida nos territórios e na disputa de futuro diante das crises que atravessam nosso tempo. Esse caminho ganhou forma a partir da Jornada de Comunicação Popular e do Circuito Proteja. Ao longo desse período, apoiamos encontros, planejamentos, campanhas, formações e ações de mobilização em diferentes territórios. O material compartilha aprendizados que nasceram da prática e da troca com quem está na linha de frente das lutas e são nossas
Filme lançado no ATL 2026 transforma ficção em alerta sobre soberania e futuro O que acontece quando um país perde o controle sobre o próprio território? A pergunta é um dos pontos de partida do curta-metragem ‘Vitória Régia’. A resposta para essa pergunta é retratada em forma de ficção, mas com elementos que dialogam com o presente de forma direta. Lançado durante o Acampamento Terra Livre de 2026, o filme foi construído pelo Coletivo Zero em articulação com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e o G9 da Amazônia Indígena, uma coalizão internacional formada por lideranças dos nove países amazônicos. A obra apresenta um Brasil sob ditadura após um golpe de Estado. Nesse cenário, a Amazônia passa ao controle de interesses estrangeiros e recebe o nome de “Amazon of America”. A narrativa acompanha uma jornalista que atravessa a floresta
Encontro nacional fortalece articulação de referências para o jornalismo no Brasil Entre os dias 26 de abril e 1º de maio de 2024, foi realizado o primeiro Encontro Nacional de Indígenas Jornalistas, organizado pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor). A atividade marcou um momento importante para a comunicação no Brasil, reunindo jornalistas de diversas regiões do país e fortalecendo uma rede comprometida com a disputa de narrativas e o enfrentamento ao racismo na cobertura midiática sobre os povos indígenas. A Proteja foi chamada a somar nesse processo, contribuindo desde a preparação metodológica até a sistematização do encontro. Nosso papel esteve centrado no fortalecimento do debate sobre comunicação como estratégia política, garantindo um espaço de aprendizagem coletiva e de articulação entre diferentes gerações de comunicadores. Durante os dias de encontro, foram discutidos temas como ética jornalística, direitos de imagem, protocolos de cobertura e desafios da imprensa diante da diversidade dos
Construindo a estratégia da COAPIMA para fortalecer mobilizações e dar força à voz dos povos indígenas do Maranhão O ano de 2025 marcou um passo importante para a Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA). Pela primeira vez, a organização reuniu sua equipe e lideranças em um encontro dedicado exclusivamente à comunicação. A atividade, realizada com apoio da Proteja, foi construída como um espaço de fortalecimento político e estratégico, com o objetivo de estruturar um plano de comunicação que dialogue diretamente com as lutas dos povos indígenas do Maranhão. A Proteja contribuiu com esse processo desde a preparação metodológica até a facilitação das atividades. A proposta foi trabalhada a partir de rodas de conversa, exercícios práticos e momentos de reflexão coletiva sobre a comunicação como ferramenta de luta. O encontro buscou organizar a comunicação como parte da organização política, capaz de sustentar mobilizações, fortalecer incidências e
Indígenas Mulheres organizam a palavra e conduzem a narrativa das mobilizações A comunicação de uma mobilização começa muito antes da ação na rua. Ela inicia quando os territórios decidem que vão se mover, e se movem. Planejar a comunicação de um evento político, especialmente em contextos indígenas, exige articulação, escuta e construção coletiva com quem estará colocando o corpo na rua e a palavra no ar. Foi com esse entendimento que, ao longo dos últimos anos, a Proteja atuou no apoio à comunicação de grandes mobilizações indígenas, com destaque para o Acampamento Terra Livre (ATL) e a Marcha das Indígenas Mulheres. Em ambos os casos, o compromisso foi o mesmo: garantir que a comunicação estivesse nas mãos dos próprios povos, com autonomia e estratégia. Na Marcha das Indígenas Mulheres, a construção da comunicação também seguiu essa orientação política de metodologia que construímos junto à APIB. Em 2023, durante a terceira
Fortalecendo a comunicação das mobilizações da APIB Em 2023, no 19º ATL, vivenciamos um momento histórico: pela primeira vez desde sua criação em 2004, a cobertura do acampamento foi liderada por comunicadores indígenas, indicados pelas sete organizações regionais que compõem a APIB. Foi a concretização de uma etapa da COMunidade, colocando em prática uma comunicação pensada e conduzida a partir dos territórios, por quem vive e constrói a luta. Em preparação ao 13º ATL realizamos, como uma etapa da Jornada de Comunicação Popular, uma formação coletiva e um planejamento nacional para garantir alinhamento político e organizativo entre as diversas frentes da comunicação. A experiência fortaleceu o ritmo e a sensibilidade da cobertura, agora feita pelas mesmas pessoas que vivem a realidade dos territórios. Essa organização liderada pela APIB foi feita sem abrir mão da estratégia já consolidada da cobertura colaborativa, que envolve comunicadores indígenas e não indígenas de diferentes partes
Comunicação popular, cultura e clima no mesmo chão. Festival O Futuro se Faz em Luta! Seguimos em movimento Água e energia não são mercadoria! Leia e compartilhe o manifesto do festival ‘Nossa muvuca de sementes que cultivam futuros’
Reflexões sobre o papel da Comunicação Popular na disputa de sociedade. por Midori Hamada A comunicação sempre foi um eixo fundamental das disputas políticas, sociais e culturais. Desde os mitos que sustentaram impérios, passando pelas narrativas coloniais que justificaram invasões, até as versões impostas como oficiais da história que tentaram apagar povos inteiros, a disputa pelo mundo começa pela disputa da palavra e da percepção. Em qualquer época, comunicar também significa disputar o que é reconhecido como real, justo, desejável e possível. É disputar o imaginário.No contexto atual, marcado por desigualdades profundas, conflitos territoriais, hiperconexão digital e pela reorganização conservadora das forças políticas, essa disputa não desapareceu nem começou agora. Ela apenas se tornou mais visível, mais acelerada e mais difundida. Mas sua natureza é a mesma: quem não disputa o imaginário, deixa que outros definam o mundo através dele. Este texto reflete sobre quatro dimensões que nós da Proteja
O papel do ‘Até o Tucupi 2024, Festival pelo Clima’ no enfrentamento da crise climática em um dos estados mais impactados pelas mudanças do clima. De 20 a 30 de novembro, Manaus transformou-se em um espaço de resistência, conexão e mobilização com a realização do ‘Até o Tucupi 2024, Festival pelo Clima’. Em um dos estados mais impactados pela crise climática no Brasil, o evento reafirmou a cultura como ferramenta de transformação social e ambiental. Contando com 62 grupos e movimentos envolvidos em 27 atividades culturais e políticas espalhadas por toda a cidade, o festival, em sua décima sétima edição, consolidou-se como uma plataforma que transcende a celebração artística, promovendo debates e mobilizações em prol da justiça social e climática. Inspirado pela pedagogia de Paulo Freire, que defendia a cultura como um processo dinâmico e coletivo para desnaturalizar opressões e transformar desigualdades, o festival materializou essa visão ao reunir vozes
UM GRITO PELO CLIMA O Amazonas vive o impacto cruel da crise climática. Secas severas comprometem a subsistência de comunidades inteiras, rios atingem níveis históricos de baixa, e a fumaça das queimadas torna o ar irrespirável. Em 2024, mais de 747 mil pessoas foram diretamente afetadas pela estiagem, com 24.700 pontos de queimadas registrados no estado. A cidade de Manaus sofre com níveis alarmantes de poluição e a ausência de políticas públicas que enfrentem essa realidade. Nós não esquecemos! Manaus foi o lugar que sufocou sem oxigênio. Durante a pandemia da Covid-19, vimos nossa gente morrer não pela falta de cura, mas pela falta de ar, pela negligência criminosa e pela ausência de políticas públicas. O Amazonas foi palco de um assassinato em massa. Não podemos enterrar essa memória. Precisamos lembrar para que jamais se repita, para que os responsáveis sejam punidos e para que nossos mortos tenham justiça. Adaptação
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