Encontro nacional fortalece articulação de referências para o jornalismo no Brasil Entre os dias 26 de abril e 1º de maio de 2024, foi realizado o primeiro Encontro Nacional de Indígenas Jornalistas, organizado pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor). A atividade marcou um momento importante para a comunicação no Brasil, reunindo jornalistas de diversas regiões do país e fortalecendo uma rede comprometida com a disputa de narrativas e o enfrentamento ao racismo na cobertura midiática sobre os povos indígenas. A Proteja foi chamada a somar nesse processo, contribuindo desde a preparação metodológica até a sistematização do encontro. Nosso papel esteve centrado no fortalecimento do debate sobre comunicação como estratégia política, garantindo um espaço de aprendizagem coletiva e de articulação entre diferentes gerações de comunicadores. Durante os dias de encontro, foram discutidos temas como ética jornalística, direitos de imagem, protocolos de cobertura e desafios da imprensa diante da diversidade dos
Construindo a estratégia da COAPIMA para fortalecer mobilizações e dar força à voz dos povos indígenas do Maranhão O ano de 2025 marcou um passo importante para a Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA). Pela primeira vez, a organização reuniu sua equipe e lideranças em um encontro dedicado exclusivamente à comunicação. A atividade, realizada com apoio da Proteja, foi construída como um espaço de fortalecimento político e estratégico, com o objetivo de estruturar um plano de comunicação que dialogue diretamente com as lutas dos povos indígenas do Maranhão. A Proteja contribuiu com esse processo desde a preparação metodológica até a facilitação das atividades. A proposta foi trabalhada a partir de rodas de conversa, exercícios práticos e momentos de reflexão coletiva sobre a comunicação como ferramenta de luta. O encontro buscou organizar a comunicação como parte da organização política, capaz de sustentar mobilizações, fortalecer incidências e
Indígenas Mulheres organizam a palavra e conduzem a narrativa das mobilizações A comunicação de uma mobilização começa muito antes da ação na rua. Ela inicia quando os territórios decidem que vão se mover, e se movem. Planejar a comunicação de um evento político, especialmente em contextos indígenas, exige articulação, escuta e construção coletiva com quem estará colocando o corpo na rua e a palavra no ar. Foi com esse entendimento que, ao longo dos últimos anos, a Proteja atuou no apoio à comunicação de grandes mobilizações indígenas, com destaque para o Acampamento Terra Livre (ATL) e a Marcha das Indígenas Mulheres. Em ambos os casos, o compromisso foi o mesmo: garantir que a comunicação estivesse nas mãos dos próprios povos, com autonomia e estratégia. Na Marcha das Indígenas Mulheres, a construção da comunicação também seguiu essa orientação política de metodologia que construímos junto à APIB. Em 2023, durante a terceira
Fortalecendo a comunicação das mobilizações da APIB Em 2023, no 19º ATL, vivenciamos um momento histórico: pela primeira vez desde sua criação em 2004, a cobertura do acampamento foi liderada por comunicadores indígenas, indicados pelas sete organizações regionais que compõem a APIB. Foi a concretização de uma etapa da COMunidade, colocando em prática uma comunicação pensada e conduzida a partir dos territórios, por quem vive e constrói a luta. Em preparação ao 13º ATL realizamos, como uma etapa da Jornada de Comunicação Popular, uma formação coletiva e um planejamento nacional para garantir alinhamento político e organizativo entre as diversas frentes da comunicação. A experiência fortaleceu o ritmo e a sensibilidade da cobertura, agora feita pelas mesmas pessoas que vivem a realidade dos territórios. Essa organização liderada pela APIB foi feita sem abrir mão da estratégia já consolidada da cobertura colaborativa, que envolve comunicadores indígenas e não indígenas de diferentes partes
Nossa caminhada com a APIB nos ciclos de planejamentos de luta junto ao Fórum Nacional de Lideranças Indígenas. Ao longo dos últimos seis anos, nós da Proteja temos caminhado junto da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em momentos decisivos de ação e planejamento da luta. Foram momentos em que o movimento indígena nacional escolheu parar e respirar fundo para refletir sobre seus próximos passos. Nosso papel nessas atividades foi apoiar a organização metodológica e política dos encontros, sem assumir a condução das lideranças indígenas. Quem conduz o processo é o Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (FNLI), que é o espaço de decisão política da APIB que reúne representantes das sete organizações regionais da articulação. organizações regionais de base da APIB APIB, APOINME, ARPINSUDESTE, ARPINSUL, Aty Guasu, COIAB, Conselho do Povo Terena e Comissão Guarani Yvyrupa são as bases organizativas da APIB que conectam a mobilização indígena em todas
Planejamento realizado em Santarém reforça o papel histórico do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns e aponta caminhos para enfrentar os novos desafios da luta territorial, da educação indígena e da defesa do rio Tapajós Entre os dias 11 e 15 de agosto de 2025, o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns realizou, em sua sede em Santarém (PA), o primeiro Encontro de Planejamento Estratégico da organização. O momento reuniu lideranças de diferentes territórios, a coordenação da organização e referências históricas do movimento indígena do Baixo Tapajós. O objetivo era olhar para a própria trajetória, reconhecer os desafios atuais e organizar caminhos para fortalecer a atuação política do CITA nos próximos anos. Com 25 anos de história, o CITA se consolidou como uma das principais referências da luta indígena na Amazônia. Hoje, a organização representa 14 povos, distribuídos em 119 aldeias e 15 territórios nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro. Esse
Memórias do amanhã: A luta por territórios, clima e cultura que brota de SINOP O futuro é uma semente que se planta no presente, com as mãos da luta e solidariedade. Não precisa ser uma promessa distante. O Festival “O Futuro Se Faz em Luta” emergiu em outubro de 2025 no coração da Amazônia Mato-grossense como um ato político de resistência. Um chamado urgente para reunir as forças que, nos territórios, insistem em construir um amanhã possível frente à destruição do capitalismo com o agronegócio, as hidrelétricas, os grandes projetos de infraestrutura e do agravamento da crise climática. Sinop, um município que é epicentro dessa disputa, se transformou no palco fundamental dessa disputa de sociedade. Aqui, onde a fumaça das queimadas e do veneno sufocam e o lago da UHE Sinop escancara cicatrizes de um desenvolvimento que exclui, a mobilização popular se ergueu como ato de esperança. O festival foi
A Proteja nasce em 2015, em meio a um cenário marcado por emergências, violações e disputas profundas sobre a terra e os modos de vida. Desde o início, nossa caminhada se constrói em diálogo direto com os territórios. Entendemos que as emergências não surgem por acaso. Elas expressam um sistema que transforma a vida em mercadoria, concentra poder e insiste em chamar destruição de progresso. Esse sistema capitalista tem raízes coloniais, racistas e patriarcais, que seguem produzindo violência no campo e nas cidades. Ao longo desses dez anos, atravessamos diferentes contextos políticos, crises institucionais e o avanço de projetos que ameaçam bens comuns e modos de vida. Foi nesse cenário que fortalecemos nossa forma de atuar, com a certeza de que proteger é um ato político. Proteger significa fortalecer a organização coletiva, ampliar a autonomia dos povos e consolidar redes de solidariedade que sustentam a luta no cotidiano. Nossa atuação
Comunicação popular, cultura e clima no mesmo chão. Festival O Futuro se Faz em Luta! Seguimos em movimento Água e energia não são mercadoria! Leia e compartilhe o manifesto do festival ‘Nossa muvuca de sementes que cultivam futuros’
Reflexões sobre o papel da Comunicação Popular na disputa de sociedade. por Midori Hamada A comunicação sempre foi um eixo fundamental das disputas políticas, sociais e culturais. Desde os mitos que sustentaram impérios, passando pelas narrativas coloniais que justificaram invasões, até as versões impostas como oficiais da história que tentaram apagar povos inteiros, a disputa pelo mundo começa pela disputa da palavra e da percepção. Em qualquer época, comunicar também significa disputar o que é reconhecido como real, justo, desejável e possível. É disputar o imaginário.No contexto atual, marcado por desigualdades profundas, conflitos territoriais, hiperconexão digital e pela reorganização conservadora das forças políticas, essa disputa não desapareceu nem começou agora. Ela apenas se tornou mais visível, mais acelerada e mais difundida. Mas sua natureza é a mesma: quem não disputa o imaginário, deixa que outros definam o mundo através dele. Este texto reflete sobre quatro dimensões que nós da Proteja
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