O protagonismo das mulheres e da comunicação popular indígena nas recentes vitórias sociais no Pará carrega a memória da Cabanagem e fortalece o sentido da mobilização política no Brasil. por Caio Mota No dia 23 de fevereiro deste ano, depois de 33 dias de intensa mobilização no oeste do Pará e de articulações que chegaram até Brasília, a pressão dos povos indígenas levou à derrubada do decreto federal que abria caminho para a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. O presidente Lula anulou a medida e a decisão foi comunicada pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, após esse ciclo de mobilizações do movimento indígena. O governo reconheceu o erro de ter tomado uma decisão de grande impacto socioambiental sem promover debate público e, sobretudo, sem consultar as populações diretamente afetadas, como estabelece a Convenção 169 da Organização
Vamos direto ao ponto. Usamos cookies para manter o site funcionando direitinho e, com seu consentimento, entender o que podemos melhorar. Quer aceitar todos, ficar só com os essenciais ou escolher categoria por categoria nas preferências? Tudo conforme a LGPD. Sem consentimento, alguns recursos podem não aparecer.