Teles Pires Resiste

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Plataforma de informação e mobilização pelo rio Teles Pires

Teles Pires Resiste é uma plataforma de campanha para informar e mobilizar a luta em defesa das pessoas que vivem na região do rio Teles Pires. Ela nasce e caminha junto das lutas coletivas iniciadas em 2010 pelo Fórum Teles Pires, do qual A Proteja faz parte. Lançada em setembro de 2022, quando ainda nos chamávamos ‘Coletivo Proteja’, a plataforma dá nitidez às violações existentes no território, especialmente às ligadas ao complexo de hidrelétricas do rio e às empresas que às operam. Ao reunir denúncias, dados e memória das mobilizações, soma forças à organização comunitária e ao engajamento de quem vive na região que abrange municípios entre os estados de Mato Grosso e Pará.

O site organiza e publica informações que fizeram parte do monitoramento independente e participativo mantido pelo Fórum desde 2017. Esse monitoramento surge como resposta aos impactos das usinas e às limitações dos canais “oficiais”. O caminho é direto: comunidades e organizações identificam problemas, coletam e sistematizam informações úteis e compartilham evidências para orientar decisões, mobilizações e incidência pública. A Proteja (à época Coletivo Proteja) contribuiu nesse processo com atividades formativas, ações de fortalecimento da proteção territorial e produção de conteúdos junto às organizações do Fórum. O Teles Pires Resiste existe para visibilizar parte desse acúmulo e mantê-lo acessível.

A Proteja apoia a luta no Teles Pires desde 2015, assessorando comunidades em comunicação, planejamento, processos de aprendizagem e campanhas. No Teles Pires Resiste, conduzimos todo o ciclo de criação: planejamento e governança do processo; mobilização de diferentes grupos em etapas sucessivas; organização e sistematização dos conteúdos; redação dos textos; desenvolvimento e programação da plataforma digital; e elaboração do plano de divulgação. O design e as ilustrações são do Bicho Coletivo. Os painéis de dados (desmatamento, focos de calor e mineração) são mantidos em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV). As articulações políticas no território são feitas junto ao Movimento dos Atingidos por Barragens de Mato Grosso (MAB/MT) e à Associação Indígena DACE.

Ao acessar o site, você encontra três portas de entrada. Em Resistência, está a memória das mobilizações e lutas do Fórum Teles Pires e da resistência que existia antes da criação da rede. Em Empreendimentos, explicamos onde estão as usinas de Sinop, Colíder, Teles Pires e São Manoel, seus impactos e quem são os responsáveis. Em Dados, reunimos indicadores para cruzar o que as comunidades vivem com informação verificável. Há também um repositório com reportagens, pesquisas, ações jurídicas, vídeos, dossiês e diversos outros materiais produzidos no contexto das incidências do Fórum Teles Pires.

O processo é coletivo e reconhece o protagonismo do MAB/MT e da DACE, referências na organização das lutas de assentados da reforma agrária e do povo Munduruku, que vive no baixo rio Teles Pires, recebendo os impactos das 4 usinas. Nosso propósito político é simples e direto: expor violações e fortalecer a luta pela defesa do rio e das pessoas que vivem no Teles Pires.

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