14/10/2025

Trajetória da Proteja para formar, informar e mobilizar A Jornada de Comunicação Popular faz parte da trajetória da Proteja. Ela não nasce do nada. Como o próprio nome sugere, é uma caminhada de aprendizados a partir de diferentes experiências no campo da comunicação popular para fortalecer organizações sociais na luta por Terra, Território e Modos de Vida. Ao longo da nossa trajetória, desenvolvemos planos e planejamentos de comunicação e, com isso, fomos consolidando metodologias para que a comunicação seja um elo central no fortalecimento organizacional. A partir de 2023, passamos a dar o nome de Jornada a essa sequência de ações estratégicas em comunicação que vínhamos realizando. A proposta se baseia em promover encontros, não em oferecer um curso ou oficina com fórmulas prontas. Cada atividade é única, porque cada grupo é diferente. Partimos da escuta das organizações, de suas realidades e necessidades, para apoiar a criação de estratégias conectadas

Quando o mundo foi obrigado a parar, mas a luta não Em março de 2020, a pandemia de Covid-19 paralisou o mundo. No Brasil, os povos indígenas enfrentaram uma dupla ameaça: o vírus que avançava pelos territórios e a política de morte do governo Bolsonaro, que estimulava invasões, negava assistência e manipulava dados oficiais. Foi nesse cenário que a Proteja foi chamada para apoiar a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) na construção de uma resposta emergencial que unisse sobrevivência e luta política: nascia a campanha Emergência Indígena. Nosso trabalho foi organizar, em poucas semanas, uma estrutura de comunicação capaz de denunciar o genocídio em curso, combater a desinformação e mobilizar apoios concretos. Inspiradas pela metodologia “O Chão que Pisamos”, que já vínhamos aplicando em outros territórios, criamos um sistema de monitoramento independente que revelou a subnotificação de casos e mortes por Covid-19 entre os povos indígenas, ao mesmo

Plataforma de informação e mobilização pelo rio Teles Pires Teles Pires Resiste é uma plataforma de campanha para informar e mobilizar a luta em defesa das pessoas que vivem na região do rio Teles Pires. Ela nasce e caminha junto das lutas coletivas iniciadas em 2010 pelo Fórum Teles Pires, do qual A Proteja faz parte. Lançada em setembro de 2022, quando ainda nos chamávamos ‘Coletivo Proteja’, a plataforma dá nitidez às violações existentes no território, especialmente às ligadas ao complexo de hidrelétricas do rio e às empresas que às operam. Ao reunir denúncias, dados e memória das mobilizações, soma forças à organização comunitária e ao engajamento de quem vive na região que abrange municípios entre os estados de Mato Grosso e Pará. A Proteja apoia a luta no Teles Pires desde 2015, assessorando comunidades em comunicação, planejamento, processos de aprendizagem e campanhas. No Teles Pires Resiste, conduzimos todo o

Cultura, clima, Manaus, periferia e Amazônias no trabalho da artista, produtora e mobilizadora Elisa Maia “Quem bota fé que a COP vai mudar alguma coisa?” A pergunta de Elisa Maia, artista e produtora amazonense, ecoou no calor sufocante de Manaus, há um ano, em setembro de 2024, quando a cidade ardia sob a fumaça de mais de 20 mil focos de queimadas. Não foi uma frase solta. Ela virou guia da programação do festival Até o Tucupi, que Elisa coordena, e reafirmou a potência da cultura como parte da resposta à crise climática. Também foi um grito nascido da realidade de mais de 700 mil pessoas atingidas pela seca extrema no estado, enquanto discursos oficiais transformavam a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para novembro de 2025, em Belém, numa promessa de salvação que nunca chega. Pouco mais de um ano depois desse questionamento, em 19