Festival ‘O Futuro se Faz em Luta’

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Memórias do amanhã: A luta por territórios, clima e cultura que brota de SINOP

O futuro é uma semente que se planta no presente, com as mãos da luta e solidariedade. Não precisa ser uma promessa distante. O Festival “O Futuro Se Faz em Luta” emergiu em outubro de 2025 no coração da Amazônia Mato-grossense como um ato político de resistência. Um chamado urgente para reunir as forças que, nos territórios, insistem em construir um amanhã possível frente à destruição do capitalismo com o agronegócio, as hidrelétricas, os grandes projetos de infraestrutura e do agravamento da crise climática.

Sinop, um município que é epicentro dessa disputa, se transformou no palco fundamental dessa disputa de sociedade. Aqui, onde a fumaça das queimadas e do veneno sufocam e o lago da UHE Sinop escancara cicatrizes de um desenvolvimento que exclui, a mobilização popular se ergueu como ato de esperança. O festival foi a materialização desse contra-ataque, uma trincheira de comunicação, cultura e justiça climática que recusou a lógica mercantil que transforma vida e floresta em commodities/produtos.

Durante três dias intensos, de 23 a 25 de outubro de 2025, comunicadores populares, artistas, indígenas, agricultores familiares, atingidos por barragens, pesquisadores e juventudes se encontraram. Foi um espaço para denunciar as violências de um modelo predatório e, ao mesmo tempo, anunciar e celebrar as práticas que sustentam a vida. Seguindo o lema da Proteja, que serviu de inspiração para o nome do festival, reafirmamos que o futuro nasce todo dia, enraizado na organização, no cuidado e na rebeldia.

Esta publicação é o registro desse processo. Nossa ‘Memória do Amanhã’. Compartilhamos neste espaço, a energia, as vozes e os saberes que germinaram nesse encontro. É a crônica de uma muvuca de sementes, de ideias, de lutas e de afetos, que foi lançada no chão fértil do coletivo, determinada a florescer em novos caminhos. É a prova de que, quando nos unimos, o futuro deixa de ser uma incerteza e se torna uma obra a ser cultivada, juntos.

Ao longo de 3 dias de programação, o Festival O Futuro se Faz em Luta reuniu processos de formação, visitas a territórios atingidos e uma grande intervenção cultural na cidade. Nos dois primeiros dias, voltados à comunicação popular e à crise climática, foram 75 participações diretas em atividades de formação. No terceiro dia, dedicado à cultura como resposta à crise climática, o festival contou com 14 expositores na feira de economia solidária, 10 apresentações artísticas e a circulação de cerca de 800 pessoas ao longo da tarde e da noite de atividades . Ao todo, 23 organizações estiveram envolvidas na realização, mobilização, participação e apoio ao festival, evidenciando um campo amplo de articulação entre movimentos, coletivos, associações, cooperativas e iniciativas culturais.

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