A Proteja nasce em 2015, em meio a um cenário marcado por emergências, violações e disputas profundas sobre a terra e os modos de vida. Desde o início, nossa caminhada se constrói em diálogo direto com os territórios. Entendemos que as emergências não surgem por acaso. Elas expressam um sistema que transforma a vida em mercadoria, concentra poder e insiste em chamar destruição de progresso. Esse sistema capitalista tem raízes coloniais, racistas e patriarcais, que seguem produzindo violência no campo e nas cidades. Ao longo desses dez anos, atravessamos diferentes contextos políticos, crises institucionais e o avanço de projetos que ameaçam bens comuns e modos de vida. Foi nesse cenário que fortalecemos nossa forma de atuar, com a certeza de que proteger é um ato político. Proteger significa fortalecer a organização coletiva, ampliar a autonomia dos povos e consolidar redes de solidariedade que sustentam a luta no cotidiano. Nossa atuação
Fortalecendo o Encontro de Comunicação das CPTs da Amazônia. Desde 2017, a parceria entre a Proteja e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem sendo construída com base na escuta, no aprendizado e no compromisso com a luta por terra e dignidade. Essa relação começou em um contexto duro, o Massacre de Colniza, e desde então, consolidou-se como um espaço de confiança e construção coletiva entre quem comunica e quem resiste. Em março de 2023, essa caminhada chegou a Santarém, no território indígena Borari, em Alter do Chão, com o primeiro Encontro de Comunicação das CPTs da Amazônia, onde conectamos nossa ação da Jornada de Comunicação Popular da Proteja. Reunindo coordenadores e comunicadores de oito regionais da CPT amazônica, o encontro “Unindo Vozes e Tecendo Redes Amazônidas” foi um marco para repensar o papel da comunicação popular nas lutas sociais na região. Os dias 16 e 19 de março, foram
A sabedoria e resiliência das comunidades locais, povos indígenas e quilombolas devem ser nosso guia! A crise climática não é uma ameaça distante, mas uma realidade que já afeta a vida de milhões de pessoas. Enchentes, secas, queimadas e outros desastres se repetem e escancaram a urgência de enfrentar esse desafio. Os mais impactados são sempre os que menos contribuem para o agravamento da crise: povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e periféricas. Populações que há séculos resistem ao avanço de um sistema colonialista e desigual, e que seguem sendo excluídas dos espaços de decisão sobre o futuro do planeta. Esses povos são guardiões de práticas e saberes fundamentais para a proteção da terra, das águas e da vida. São eles que demonstram, com sua própria existência, caminhos para adaptação e mitigação da crise climática. Ignorar essas vozes é perpetuar o colonialismo. Não existe justiça climática sem o enfrentamento às desigualdades
O processo de fortalecimento da Dace na gestão do território Munduruku. A relação da Proteja com a Associação Indígena Dace nasce do compromisso comum com a defesa do território Munduruku no Baixo Teles Pires. Desde 2015, acompanhamos de perto a luta do povo Munduruku contra hidrelétricas, invasões e violações que atingem diretamente suas vidas, seus bens sagrados e seus modos de existir. Ao longo desses anos, construímos uma parceria baseada em confiança e presença contínua, sempre com a intenção de fortalecer a autonomia da Dace e ampliar sua capacidade organizativa. Em 2023, a Dace expressou o desejo de avançar em sua própria estrutura de gestão, buscando mais autonomia para conduzir projetos, organizar demandas internas e planejar o futuro da associação. A partir desse interesse, apoiamos a elaboração e captação do projeto de Fortalecimento Institucional, financiado pelo Fundo Casa e pela Embaixada da Noruega. A proposta foi pensada para fortalecer a
Trajetória da Proteja para formar, informar e mobilizar A Jornada de Comunicação Popular faz parte da trajetória da Proteja. Ela não nasce do nada. Como o próprio nome sugere, é uma caminhada de aprendizados a partir de diferentes experiências no campo da comunicação popular para fortalecer organizações sociais na luta por Terra, Território e Modos de Vida. Ao longo da nossa trajetória, desenvolvemos planos e planejamentos de comunicação e, com isso, fomos consolidando metodologias para que a comunicação seja um elo central no fortalecimento organizacional. A partir de 2023, passamos a dar o nome de Jornada a essa sequência de ações estratégicas em comunicação que vínhamos realizando. A proposta se baseia em promover encontros, não em oferecer um curso ou oficina com fórmulas prontas. Cada atividade é única, porque cada grupo é diferente. Partimos da escuta das organizações, de suas realidades e necessidades, para apoiar a criação de estratégias conectadas
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