Você provavelmente nunca escutou que o povo palestino é um povo originário. Mas são.
São o povo originário daquela região situada entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo — uma terra ocupada há milênios e onde resistem até hoje, apesar de décadas de colonização, apartheid e genocídio.
Desde 1948, o Estado de Israel vem promovendo um projeto colonial que busca apagar essa origem, destruir vínculos com a terra e expulsar comunidades inteiras de suas casas e territórios. Essa estratégia, baseada no sionismo como ideologia colonizadora, é sustentada por leis, cercas, bombardeios e pela conivência dos países do Norte Global.
Assim como no Brasil, esse apagamento não é só simbólico. Ele é usado para justificar a violência. Aqui, o Marco Temporal tenta dizer que indígenas só têm direito à terra se estivessem nela em 1988. Lá, a Lei de Ausência afirma que palestinos que foram forçados a sair de suas casas não têm mais direito a retornar.
Ambos os projetos, no fundo, querem legalizar o roubo da terra e o extermínio de quem nela vive.
Por isso, afirmamos:
Estamos com a Palestina.
Não há neutralidade possível diante de um genocídio.
Ser solidário ao povo palestino é também afirmar o direito à existência, à memória e à terra de todos os povos oprimidos. É lutar contra o colonialismo — aqui, lá e em todo lugar.
O que está acontecendo na Palestina não é um conflito entre dois lados iguais.
É um projeto de ocupação colonial, de limpeza étnica, de destruição sistemática de um povo e de sua terra.
Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, a Palestina vive sob ocupação. Bairros inteiros foram destruídos. Famílias expulsas. Povos deslocados à força, sem direito de retorno. Em nome do sionismo, uma ideologia que justifica a ocupação como destino e direito divino, se sustenta um regime racista que separa, violenta e mata.
Mais de 500 cidades e vilarejos palestinos foram destruídos desde então. Muros foram erguidos. Recursos naturais foram roubados. Assentamentos ilegais foram construídos em cima de escombros e cemitérios.
Não se trata de um embate religioso. Não se trata de uma guerra.
Trata-se de colonialismo, apoiado por potências econômicas e militares, que trata vidas palestinas como descartáveis.
A ocupação da Palestina é parte de uma estrutura global que lucra com a morte, que impõe fronteiras e que utiliza o racismo para justificar a violência.
E como todo colonialismo, precisa ser denunciado, combatido e derrubado.
O genocídio do povo palestino não é um caso isolado. Ele faz parte de uma engrenagem global de dominação que segue viva — uma máquina que transforma territórios em zonas de lucro, povos em obstáculos e vidas em alvos.
Do campo de refugiados bombardeado em Gaza aos garimpos ilegais em terras indígenas no Brasil, há um fio que conecta as violências: o projeto colonial que desumaniza, pilha e mata.
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